O noroeste paulista está entre as regiões de maior risco para acidentes com escorpiões no Brasil, segundo um estudo publicado por pesquisadores do Instituto Butantan, da USP, do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
A pesquisa analisou dados de todos os municípios brasileiros entre 2012 e 2024 e identificou um crescimento expressivo dos casos no país. Ao longo do período, foram registrados mais de 1,7 milhão de acidentes e 1.230 mortes relacionadas a picadas de escorpião.
De acordo com o levantamento, o estado de São Paulo aparece entre os principais focos de preocupação, especialmente no noroeste paulista, onde o clima quente e a intensa urbanização favorecem a proliferação do escorpião-amarelo, espécie considerada a principal responsável pelos acidentes no país.
Os pesquisadores apontam que o avanço dos casos está ligado a fatores como altas temperaturas, áreas urbanas secas, acúmulo de lixo, presença de insetos — principalmente baratas — e redução da cobertura vegetal.
Além disso, os escorpiões possuem alta capacidade de adaptação ao ambiente urbano e conseguem se instalar facilmente em galerias de esgoto, terrenos baldios, entulhos, ralos e locais escuros e úmidos.
O estudo também alerta que os meses entre setembro e dezembro concentram o maior número de acidentes, período em que as temperaturas mais altas favorecem a circulação dos animais.
As crianças estão entre os grupos que mais preocupam as autoridades de saúde, já que podem desenvolver quadros graves em pouco tempo após a picada.
Especialistas orientam a população a manter quintais limpos, evitar acúmulo de folhas secas, entulho e materiais de construção, além de sacudir roupas, calçados e toalhas antes do uso. Em caso de picada, a recomendação é lavar o local com água e sabão e procurar atendimento médico imediatamente, principalmente quando a vítima for criança. A dor costuma ser intensa e imediata.
Os casos graves podem exigir aplicação de soro antiescorpiônico, produzido pelo Instituto Butantan, referência nacional no tratamento de acidentes com animais peçonhentos.
Noroeste paulista lidera alerta para picadas de escorpião
Com informações de Gazeta de Rio Preto


