O Ministério Público de Rio Preto voltou a reforçar que qualquer alteração na área da Floresta Estadual do Noroeste Paulista, localizada entre Rio Preto e Mirassol, é de responsabilidade exclusiva do governo estadual. O alerta foi feito pelo promotor de Justiça Carlos Romani durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (5), na Câmara de Rio Preto.
Romani afirmou que o crescimento urbano não tem sido acompanhado por políticas de preservação ambiental e que a proposta de transformar parte da área em parque urbano pode comprometer a função ecológica da unidade de conservação. “O projeto poderá enfraquecer a estação ecológica. Outras opções devem ser avaliadas”, cobrou.
A audiência foi promovida pela Comissão Permanente de Desenvolvimento Econômico e presidida pelo vereador Jean Dornelas (MDB), que defende a criação de um espaço de lazer e convivência na região. Também participaram o presidente da Câmara, Luciano Julião (PL), os vereadores João Paulo Rillo (PSOL), representantes da prefeitura de Mirassol, do Instituto Mudar, da estação ecológica, da OAB, Aama, Ibilce, Secretaria de Meio Ambiente e Condema.
Parte dos presentes apoiou a ideia de ampliar as áreas urbanas de circulação e lazer, desde que respeitados os limites ambientais. Outros manifestaram preocupação com os impactos sobre a fauna e a vegetação nativa, destacando que a floresta representa o maior fragmento de arborização disponível no município.
Apesar da defesa do governo municipal à proposta, desde que preservada a área, prevaleceu o entendimento de que qualquer mudança precisa considerar a legislação ambiental e o papel estratégico da unidade de conservação.
MP alerta que mudanças na Floresta Estadual dependem do Governo de SP
Com informações de Gazeta de Rio Preto


