A Polícia Civil de Rio Preto deflagrou a Operação Falsa Empresa após descobrir que o nome de uma empresa da cidade estava sendo usado indevidamente em contratos de campanhas de marketing vinculadas ao suposto Grupo Lemos, que se apresentava como vendedor de consórcios.
Segundo a investigação, o grupo montou uma estrutura completa para dar aparência de legalidade ao esquema: criou uma empresa fictícia, manteve um site ativo, utilizou vários telefones dedicados e investiu em anúncios em redes sociais, televisão e veículos impressos. Ao todo, seis números de telefone, um site e diversas contas de WhatsApp foram identificados. Com quebras de sigilo, os policiais conseguiram rastrear os usuários e descobriram que parte das linhas era registrada com dados falsos.
O trabalho da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), ligada ao Deic do Deinter-5, permitiu localizar 18 investigados em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, entre elas Belo Horizonte, Sabará, Santa Luzia e Governador Valadares (MG).
Com base nos elementos reunidos, o Poder Judiciário autorizou 18 mandados de busca e apreensão, todos cumpridos nesta fase da operação, com apoio do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) de Minas Gerais. Foram recolhidos materiais e dispositivos eletrônicos considerados essenciais para o avanço das apurações.
A polícia aponta que o grupo integra uma possível organização criminosa especializada em estelionato por meio de falsificação de identidade empresarial. As investigações continuam para identificar novas vítimas, rastrear transações financeiras e esclarecer a participação de outros envolvidos no esquema.
(Polícia Civil)
Polícia de Rio Preto desmonta esquema de consórcios falsos
Com informações de Gazeta de Rio Preto


